Análise do Mercado de Trabalho em Fisioterapia Hospitalar

Prof. Dr. Giulliano Gardenghi

Coordenador científico do CEAFI Pós-graduação

 

A resolução-RDC Nº 7, de 24 de fevereiro de 2010 da ANVISA determina que o profissional coordenador do serviço de fisioterapia em terapia intensiva deve ser especialista em Fisioterapia Cardiopulmonar e/ou Terapia Intensiva, além de também regulamentar a necessidade de no mínimo 01 (um) fisioterapeuta para cada 10 (dez) leitos ou fração, nos turnos matutino, vespertino e noturno. Esse foi um grande avanço para os fisioterapeutas que atuam junto ao ambiente hospitalar, pois sem dúvida garantiu maior empregabilidade e mais chances profissionais para os interessados. De fato, nos últimos anos, temos visto inúmeras vagas surgindo no mercado, sejam elas na iniciativa privada ou ainda em serviços públicos.
No momento do processo seletivo, tem de se considerar um fator fundamental. A capacidade técnica e a experiência profissional do candidato à vaga. É nesse momento que tenho notado, como gestor de diversos serviços hospitalares, que existe um desequilíbrio entre o número de indivíduos que prestam as provas e o conhecimento dos mesmos com relação à prática da Fisioterapia no ambiente crítico, que permeia os hospitais de nosso país.
Não é comum que um serviço de grande porte contrate o fisioterapeuta que seja apenas graduado. Creio que nos dias atuais, seja mandatório que o candidato à vaga tenha ao menos um curso de Especialização relacionado à área hospitalar. Esses cursos podem ser ainda complementados por cursos de aperfeiçoamento, dando-se destaque para programas que englobem ventilação mecânica, mobilização precoce, interpretação de exames complementares, Fisiologia do Exercício e outros.
Com base nesse cenário vejo hoje um grande problema. Muitas vezes o candidato se apresenta para a prova portando um diploma de especialização, mas infelizmente, no momento da avaliação teórica e prática, não consegue ter um desempenho considerado superior ao daquele aluno oriundo apenas da graduação. Soa estranho, mas é fato.
Motivado por essa percepção resolvi escrever esse artigo. A você que tenha interesse em trabalhar na área hospitalar. Escolha bem onde estudar. Converse com alunos que já cursaram a escola que pré-selecionou e veja o
que os mesmos acharam das aulas que tiveram. Busque conhecer, nos grandes hospitais, quais os critérios que são usados em uma seleção. Tente perceber de onde provém as pessoas que são contratadas, quais cursos fizeram e onde estudaram. Literalmente perguntar se o curso em questão satisfez ao critério de “agregar valor” a carreira, no sentido intelectual e porque não, financeiro também.
Aceitar a responsabilidade de prestar assistência fisioterapêutica dentro de um hospital significa lidar com situações complexas eventualmente, onde a falta de conhecimento pode implicar em complicações e desfechos negativos, como maior tempo de internação, maior incidência de infecções e porque não, na morte do doente sob seus cuidados. Todos precisamos de capacitação constante, na busca pela excelência.
Em resumo, o ambiente hospitalar é encantador ao fisioterapeuta. Pode proporcionar a sensação de fazer o bem de maneira ímpar. Dessa maneira, a você que está lendo esse texto. Seja capaz. Esteja apto a desempenhar seu papel. Para tal, costumo dizer que existem quatro coisas que podem ajudar:

1) Ter bons professores
2) Estudar
3) Estudar
4) Estudar

Assim você será um fisioterapeuta hospitalar melhor e terá as melhores vagas.

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